MG resgata 121 corpos em Brumadinho; falta identificar 28 e localizar 226

Escrito por em 1 de fevereiro de 2019


Mais de uma semana depois do colapso de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale, em Brumadinho (MG), o Corpo de Bombeiros resgatou 121 corpos e identificou 93 vítimas, segundo balanço divulgado neste sábado (2). Enquanto tenta identificar os restos mortais de 28 pessoas, as autoridades continuam em busca de outros 226 desaparecidos.

Os bombeiros receberam na manhã de hoje o reforço de 60 militares que começarão auxiliando em uma área em que se acredita haver “um grande número de vítimas”. Segundo o porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara, cães farejadores foram deslocados para o local”.

Já identificamos três pontos com corpos. Agora, vamos começar os trabalhos de escavação na área.

Tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

Ele garantiu que as buscas continuarão “até o último corpo ser entregue” ou “até o momento em que a recuperação dos corpos for inviável”. “Nós não encerraremos a operação. Este é um compromisso assumido não só pelo Corpo de Bombeiros, como pelo governo.” Ainda neste sábado, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pediu à Vale que – nove dias depois da catástrofe – “assuma sua responsabilidade” e envie “respostas efetivas a respeito deste desastre”.

A Vale cortou investimentos da companhia em ações de segurança e saúde nas suas operações no ano seguinte ao rompimento da barragem de Mariana, em 2015. Entre 2015 e 2016, a Vale reduziu os investimentos nessa área em 44%. Procurada, a companhia não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem.  O levantamento feito pelo UOL tomou como base os relatórios de desempenho disponibilizados pela companhia aos seus investidores. Neles, a empresa informa, a cada trimestre, seus resultados financeiros e os montantes investidos pela companhia em áreas como segurança e saúde em suas operações ao redor do mundo.

Não é possível saber, por exemplo, quanto do valor investido em segurança e saúde pela Vale foi no Brasil. Os relatórios mostram que, em 2015, a Vale investiu US$ 353 milhões nesse tipo de ação. Em novembro daquele ano, a barragem da Samarco em Mariana se rompeu matando 19 pessoas e causando um dos maiores desastres ambientais da história do país.

Apesar da comoção causada pela tragédia, no ano seguinte, a Vale reduziu os seus investimentos em segurança e saúde para US$ 198 milhões. O corte aconteceu em um momento positivo para a empresa. Em 2016, a Vale conseguiu reverter um prejuízo no ano anterior e obteve um lucro de US$ 13,3 bilhões. Na comparação, é possível dizer que a companhia gastou em segurança e saúde o equivalente a 1,48% do seu lucro.

uol.com.br


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