Sentir com a Igreja: Dia Internacional da Mulher

Escrito por em 8 de Março de 2018

Sentir com a Igreja significa adotar a perspectiva histórico-teológica da Igreja sobre diferentes aspectos, dimensões e realidades de nossa vida pessoal e social. Sentir com a Igreja é anunciar o Evangelho da Vida e da Paz com atenção especial às pessoas mais desprotegidas e fragilizadas destacando os testemunhos de vida cristã e a doutrina e espiritualidade da Igreja.

Neste mês de março em que a nossa Igreja Católica faz memória de santas mártires e da Angelical Anunciação do Nascimento de Jesus à sua mãe Maria, nos colocamos a comemorar também, neste 08 de março, o Dia Internacional da Mulher, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 1975. Nesta comemoração, vamos tratar brevemente da vida de duas mulheres cristãs católicas de nosso tempo que se tornaram anunciadoras da cultura da paz e da justiça social: a Irmã Dorothy Stang e a Dra. Zilda Arns.

Irmã Dorothy Stang (1932-2005), nascida nos EUA e residente no Brasil desde o ano de 1966, Freira da Congregação de Nossa Senhora do Namur, trabalhou em diversas comunidades no interior do estado do Pará, principalmente em Anapu. Criou projetos de desenvolvimento sustentável, defendeu os direitos dos trabalhadores e das crianças, estando envolvida diretamente na construção de escolas e na denúncia de crimes contra os direitos humanos. Em 12 de fevereiro de 2005, Irmã Dorothy foi assassinada a mando do fazendeiro Vitalmiro Moura porque não se calou diante das injustiças que ele e outros cometiam. Testemunha profética, ela denunciou estruturas sociais e econômicas geradoras de violências e mortes.

Dra. Zilda Arns (1934-2010), médica católica brasileira, foi responsável pela criação da Pastoral da Criança no ano de 1983. Uniu profunda fé cristã, formação de agentes comunitários e rotina de visitas para oferecer cuidados às crianças. As ações da Pastoral da Criança salvaram muitas vidas o que levou Zilda Arns a viajar em missões humanitárias internacionais da ONU para ensinar como funcionavam as atividades dessa Pastoral. Em 12 de janeiro de 2010, ela morreu em um terremoto que derrubou o prédio em que estava na cidade de Porto Príncipe, capital do Haiti, durante uma de suas missões humanitárias. Ela consumiu a própria vida em atividades que visavam dar vida e dignidade às crianças.

Essas mulheres católicas, Irmã Dorothy e Dra. Zilda, comprometidas com o Evangelho, sentiram com a Igreja profética ao denunciar as violências e mortes e ao anunciar a Boa Nova da vida e da esperança. Como no Salmo 69, podemos dizer que elas consumiram as suas vidas no zelo pela casa e pelas causas do Senhor, a partir do encontro com a pessoa de Jesus Cristo e na relação com as irmãs e os irmãos, principalmente com aquelas pessoas mais indefesas e fragilizadas. Elas nos dão o exemplo de como ser “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14).

Por elas e por tantas mulheres anônimas comprometidas com a promoção da paz e a defesa da vida, comemoramos este Dia Internacional da Mulher que registra simbolicamente a importância que as mulheres têm em nossas vidas TODOS OS DIAS!!!

Prof. Maurício de Aquino

Professor da Universidade Estadual do Norte do Paraná, UENP, Campus Jacarezinho.


Educadora 90.9

Jacarezinho

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